Infertilidade Masculina em São Paulo - Dr. Umberto Amsei

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Dr. Umberto Amsei

Infertilidade Masculina

Tratamento para infertilidade masculina em São Paulo com urologista especializado. Diagnóstico completo e tratamentos personalizados para cada caso.

Infertilidade Masculina

Infertilidade Masculina

A infertilidade masculina é a incapacidade de um casal conseguir gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de métodos contraceptivos devido a fatores relacionados ao homem, sendo responsável por aproximadamente 40-50% dos casos de infertilidade conjugal e afetando cerca de 7-10% dos homens em idade reprodutiva, podendo ser causada por alterações na produção, qualidade ou transporte dos espermatozoides. Em São Paulo (SP), o Dr. Umberto Amsei é médico urologista com experiência internacional no diagnóstico e tratamento da infertilidade masculina, oferecendo avaliação completa, consulta particular e abordagem terapêutica individualizada. Com atuação em hospitais de referência, conhecimento das técnicas diagnósticas mais precisas incluindo espermograma detalhado e testes hormonais especializados, domínio de procedimentos cirúrgicos como correção de varicocele e reversão de vasectomia, e colaboração próxima com especialistas em reprodução assistida, o Dr. Umberto proporciona investigação abrangente da infertilidade masculina, identificando causas tratáveis (varicocele, obstruções, deficiências hormonais, infecções), sempre com sensibilidade à carga emocional do casal, respeito à privacidade e foco em maximizar as chances de concepção natural ou assistida.

O que é infertilidade masculina?

A infertilidade masculina é definida como a incapacidade de um casal em idade reprodutiva conseguir gravidez após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares (2-3 vezes por semana) sem uso de métodos contraceptivos, atribuível total ou parcialmente a fatores masculinos que comprometem a produção, maturação, qualidade ou transporte dos espermatozoides necessários para fertilização do óvulo.

A fertilidade masculina depende de múltiplos fatores que devem funcionar adequadamente: produção adequada de espermatozoides pelos testículos (espermatogênese) sob controle hormonal do eixo hipotálamo-hipófise-testículo, maturação e armazenamento de espermatozoides nos epidídimos, transporte de espermatozoides através dos ductos deferentes e uretra, ejaculação normal que deposita espermatozoides no trato genital feminino, qualidade espermática adequada (concentração, motilidade e morfologia normais) e capacidade de espermatozoides de fertilizar o óvulo. Comprometimento de qualquer destes componentes pode causar infertilidade. A infertilidade afeta aproximadamente 15% dos casais em idade reprodutiva globalmente, sendo que fatores masculinos são responsáveis isoladamente por 20-30% dos casos, fatores femininos isoladamente por 20-35%, fatores combinados (masculinos + femininos) por 25-40% e infertilidade inexplicada (sem causa identificável) por 10-20%. Portanto, o fator masculino está presente em 40-50% de todos os casos de infertilidade conjugal, tornando avaliação do homem essencial em toda investigação de infertilidade. É importante diferenciar infertilidade (dificuldade de conceber) de esterilidade (incapacidade absoluta de conceber) — maioria dos casos é infertilidade (subfertilidade) potencialmente tratável, não esterilidade permanente. Também é fundamental compreender que infertilidade não é impotência (disfunção erétil) — são condições completamente diferentes: infertilidade: problema de produção/qualidade de espermatozoides, função sexual geralmente normal; disfunção erétil: problema de ereção, produção de espermatozoides geralmente normal. A infertilidade masculina causa impacto emocional significativo, frequentemente associada a sentimentos de inadequação, vergonha, culpa, ansiedade, depressão e tensão conjugal, sendo importante abordar tanto aspectos médicos quanto psicológicos. O Dr. Umberto Amsei oferece avaliação compassiva e compreensiva da infertilidade masculina, reconhecendo a carga emocional e trabalhando em parceria com o casal para investigar causas e maximizar chances de concepção.

Quais são as causas da infertilidade masculina?

A infertilidade masculina resulta de múltiplas causas incluindo varicocele (presente em 35-40% dos casos), infecções do trato genital, alterações hormonais, obstruções dos ductos espermáticos, fatores genéticos, exposições ambientais/ocupacionais, estilo de vida (tabagismo, álcool, drogas), medicações, doenças sistêmicas e, em 30-40% dos casos, a causa permanece desconhecida (infertilidade idiopática).

As principais causas de infertilidade masculina incluem: Varicocele (35-40% dos casos) — dilatação anormal das veias do cordão espermático (plexo pampiniforme), mais comum no lado esquerdo (85%), causa mais comum de infertilidade masculina corrigível, mecanismo: aumento de temperatura escrotal, refluxo de metabólitos tóxicos renais/adrenais, estresse oxidativo, hipóxia testicular, resulta em: oligozoospermia (concentração reduzida), astenozoospermia (motilidade reduzida), teratozoospermia (morfologia anormal), presente em 15% de homens férteis mas 35-40% de homens inférteis, corrigível cirurgicamente com melhora em 60-70% dos casos. Infecções (10-15%) — orquite (inflamação testicular): pós-caxumba (parotidite viral) na puberdade/adultos: pode causar atrofia testicular bilateral, outras infecções virais raramente. Epididimite (inflamação do epidídimo): infecções sexualmente transmissíveis (clamídia, gonorreia), infecções urinárias, pode causar obstrução dos epidídimos. Prostatite crônica: pode afetar qualidade seminal. Infecções seminais: leucocitospermia (leucócitos no sêmen > 1 milhão/ml), bactérias no sêmen, produzem radicais livres que danificam espermatozoides. Tratamento: antibióticos, anti-inflamatórios, antioxidantes. Causas hormonais (1-3%) — hipogonadismo hipogonadotrófico: deficiência de GnRH, LH ou FSH, causas: síndrome de Kallmann (anosmia + hipogonadismo), tumores hipofisários (prolactinoma), hiperprolactinemia, uso de esteroides anabolizantes (supressão do eixo HPT), uso de opioides crônicos. Hipogonadismo hipergonadotrófico: falência testicular primária, síndrome de Klinefelter (47,XXY) — causa genética mais comum, criptorquidia bilateral não tratada, quimioterapia/radioterapia prévia. Outros distúrbios: hipotireoidismo, hiperprolactinemia, excesso de estrogênio (obesidade). Tratamento: reposição hormonal quando apropriado (hCG, FSH, clomifeno). Obstruções dos ductos (10-15%) — obstrução congênita bilateral dos ductos deferentes (CBAVD): associada a mutações do gene CFTR (fibrose cística), azoospermia obstrutiva (sem espermatozoides no ejaculado), testículos produzem espermatozoides normalmente mas não chegam ao ejaculado. Obstruções adquiridas: pós-vasectomia (intencional), pós-infecções (epididimite, prostatite), pós-cirúrgicas (hérnias inguinais bilaterais), trauma escrotal. Ejaculação retrógrada: sêmen vai para bexiga em vez de sair pela uretra, causas: diabetes (neuropatia), cirurgias prostáticas, medicações (alfabloqueadores). Diagnóstico: espermograma com volume muito baixo + espermatozoides na urina pós-orgasmo. Tratamento: medicações (pseudoefedrina, imipramina), recuperação de espermatozoides da urina para inseminação. Causas genéticas (5-10%) — síndrome de Klinefelter (47,XXY): causa genética mais comum de infertilidade (1:500-600 homens), testículos pequenos, azoospermia (90%), ginecomastia, alguns casos: espermatozoides recuperáveis por micro-TESE. Microdeleções do cromossomo Y: deleções em regiões AZFa, AZFb, AZFc (azoospermia factor), causa 5-10% de azoospermia/oligozoospermia severa, herança: passaria para filhos homens. Mutações do gene CFTR: fibrose cística ou formas leves, CBAVD, azoospermia obstrutiva. Translocações cromossômicas: robertsonianas, recíprocas, causam falhas espermatogênicas, abortos recorrentes. Outras síndromes genéticas: síndrome de Noonan, distrofia miotônica. Recomendação: cariótipo e microdeleções do Y em azoospermia/oligozoospermia severa. Criptorquidia (testículos não descidos) — se bilateral e não tratada precocemente: alta taxa de infertilidade (50-70%), se unilateral: fertilidade geralmente preservada, correção cirúrgica idealmente antes de 12-18 meses, criptorquidia tratada tardiamente (após puberdade): dano irreversível. Fatores ambientais/ocupacionaiscalor excessivo: exposição ocupacional (fornos, fundições), banhos quentes frequentes/prolongados, saunas frequentes, febre prolongada/recorrente, aumenta temperatura escrotal (prejudica espermatogênese). Radiação: radioterapia pélvica/abdominal (tratamento câncer), dose-dependente, pode causar azoospermia permanente. Quimioterapia: agentes alquilantes (ciclofosfamida, clorambucil) mais tóxicos, dose-dependente, pode causar azoospermia permanente, criopreservação de sêmen antes de tratamento oncológico. Toxinas ambientais: pesticidas, solventes orgânicos, metais pesados (chumbo, mercúrio). Radiação eletromagnética: celular no bolso (controverso, dados conflitantes), laptop no colo. Fatores de estilo de vidatabagismo: reduz concentração, motilidade e morfologia espermática, aumenta dano ao DNA espermático. Álcool: consumo excessivo crônico prejudica espermatogênese, reduz testosterona. Maconha: reduz concentração e motilidade. Drogas ilícitas: cocaína, opioides, esteroides anabolizantes (suprimem eixo HPT, causam azoospermia reversível). Obesidade: IMC > 30 associado a redução de fertilidade, mecanismos: conversão de testosterona em estrogênio (aromatização), resistência insulínica, inflamação crônica, aumento de temperatura escrotal. Sedentarismo: atividade física moderada melhora qualidade espermática, exercício excessivo/intenso pode prejudicar. Estresse: crônico pode afetar hormônios e qualidade espermática. Medicaçõesesteroides anabolizantes: supressão completa do eixo HPT, azoospermia em 90%, reversível (mas pode demorar 6-12 meses ou mais após suspensão), alguns casos: recuperação incompleta. Quimioterápicos: conforme acima. Sulfasalazina: usada em doenças inflamatórias intestinais, reduz concentração/motilidade (reversível com suspensão). Outros: espironolactona, cimetidina, cetoconazol, alguns antidepressivos/antipsicóticos. Doenças sistêmicasdiabetes mellitus: neuropatia → ejaculação retrógrada, disfunção erétil, alterações na qualidade espermática. Insuficiência renal crônica: uremia afeta espermatogênese. Cirrose hepática: alterações hormonais. Doenças autoimunes: anticorpos antiespermatozoides. Doença celíaca não tratada. Causas anatômicashipospádia severa: abertura uretral anormal impede deposição de sêmen no colo uterino. Ausência congênita bilateral dos ductos deferentes (CBAVD). Torção testicular prévia: se bilateral ou atrofia testicular resultante. Infertilidade idiopática (30-40%) — sem causa identificável apesar de investigação completa, espermatogênese alterada sem razão aparente, mecanismos: possivelmente genéticos/epigenéticos não detectados, estresse oxidativo, fatores ambientais não identificados. Tratamento: empírico (antioxidantes, estilo de vida), técnicas de reprodução assistida. Modelo multifatorial — maioria dos casos: combinação de múltiplos fatores (varicocele + tabagismo + obesidade = efeito cumulativo), identificação e correção de fatores modificáveis é fundamental. O Dr. Umberto Amsei investiga sistematicamente todas as causas potenciais de infertilidade masculina, realizando história clínica abrangente incluindo história ocupacional, exposições, medicações, exame físico detalhado, espermograma completo, avaliação hormonal e testes genéticos quando apropriado.

Como é feito o diagnóstico da infertilidade masculina?

O diagnóstico de infertilidade masculina baseia-se em história clínica detalhada do casal, exame físico urológico incluindo avaliação dos testículos e pesquisa de varicocele, espermograma (análise seminal) que é o exame laboratorial fundamental, avaliação hormonal (testosterona, FSH, LH, prolactina) e, em casos selecionados, testes genéticos (cariótipo, microdeleções do cromossomo Y) ou ultrassonografia escrotal.

A investigação diagnóstica da infertilidade masculina segue protocolo estruturado: História clínica do casal (fundamental) — história reprodutiva: tempo de tentativa de concepção (≥ 12 meses define infertilidade), frequência de relações sexuais (ideal 2-3x/semana, especialmente período fértil), gravidezes prévias (próprias ou de parceiras anteriores — fertilidade prévia comprovada), gestações da parceira atual (com ele ou com outros parceiros), abortos prévios (recorrência pode sugerir fator genético masculino). História sexual: função erétil (ereções adequadas?), ejaculação (normal, precoce, retrógrada?), libido (desejo sexual normal?), timing das relações (período fértil?). História médica masculina: criptorquidia (testículos não descidos na infância/puberdade), orquite pós-caxumba na adolescência/adulto, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), cirurgias inguinais/escrotais (hérnias, hidrocele), trauma testicular, vasectomia prévia (reversão?), doenças sistêmicas (diabetes, doenças autoimunes), tratamentos oncológicos (quimio/radioterapia), uso de medicações (especialmente esteroides anabolizantes). História ocupacional/ambiental: exposição a calor excessivo, radiação, produtos químicos, toxinas. Hábitos de vida: tabagismo (quantos/dia, há quanto tempo), álcool (quantidade/frequência), drogas ilícitas (maconha, cocaína, anabolizantes), atividade física, estresse. História familiar: infertilidade em irmãos/pai, doenças genéticas, fibrose cística. Exame físico urológico (essencial) — exame geral: constituição física (hábito eunucoide?), distribuição de gordura (ginecomastia, obesidade), pelos corporais/faciais (distribuição normal ou reduzida — hipogonadismo?). Exame genital: pênis: tamanho, posição do meato uretral (hipospádia?), testículos: tamanho (normal 15-25 ml, pequenos < 12 ml), consistência (firme normal, macia sugere hipogonadismo, endurecida sugere fibrose/tumor), posição (tópicos, retráteis, criptorquia), simetria (assimetria pode indicar atrofia unilateral), epidídimos: tamanho, consistência, massas (cistos), cordão espermático: palpação dos ductos deferentes (ausência bilateral = CBAVD), varicocele: palpar em pé + manobra de Valsalva (aumento de veias tipo "saco de vermes"), classificação I-III conforme tamanho, lateralidade (esquerda > direita >> bilateral). Toque retal: avaliar próstata (tamanho, consistência), especialmente se volume seminal baixo (obstrução?). Espermograma (análise seminal) (exame laboratorial fundamental) — será detalhado na próxima seção. Avaliação hormonal (indicações) — solicitado se: espermograma alterado (especialmente oligozoospermia severa < 5 milhões/ml ou azoospermia), redução de libido ou disfunção erétil, sinais clínicos de hipogonadismo, testículos pequenos. Hormônios solicitados: testosterona total: preferencialmente 8-10h da manhã, normal > 300 ng/dl (varia conforme laboratório), se baixa: repetir + testosterona livre. FSH (hormônio folículo-estimulante): reflete função espermatogênica, FSH normal (1-12 mIU/ml) + azoospermia: sugere obstrução, FSH elevado (> 12-15) + azoospermia: sugere falência testicular primária (Klinefelter, pós-quimio), FSH muito elevado (> 20-30): falência testicular severa, prognóstico reservado. LH (hormônio luteinizante): normal 1-10 mIU/ml, elevado sugere hipogonadismo primário, baixo sugere hipogonadismo hipogonadotrófico. Prolactina: se redução de libido ou FSH/LH baixos, prolactinoma causa hipogonadismo hipogonadotrófico. Estradiol: ocasionalmente (obesidade, ginecomastia). Testes genéticos (indicações selecionadas) — cariótipo (análise cromossômica): indicado em: azoospermia, oligozoospermia severa (< 5 milhões/ml), abortos recorrentes (≥ 2-3), identifica: síndrome de Klinefelter (47,XXY), translocações cromossômicas. Microdeleções do cromossomo Y: indicado em: azoospermia não-obstrutiva, oligozoospermia severa (< 5 milhões/ml), pesquisa deleções em regiões AZFa, AZFb, AZFc, implicações: herança para filhos homens (se concepção por ICSI), algumas deleções têm prognóstico pior para recuperação espermática. Teste de mutações do gene CFTR: indicado em: azoospermia obstrutiva, ausência bilateral de ductos deferentes (CBAVD), parceira portadora de mutação CFTR, importante para aconselhamento genético (risco de fibrose cística em filhos). Fragmentação do DNA espermático: teste controverso, indicações debatidas: infertilidade inexplicada, falhas repetidas de FIV/ICSI, abortos recorrentes, identifica dano ao DNA dos espermatozoides (estresse oxidativo), correlação com taxas de gravidez é debatida, tratamento: antioxidantes, correção de varicocele. Exames de imagemultrassonografia escrotal: indicações: massa testicular palpável, varicocele duvidosa ao exame físico, testículos não palpáveis, trauma escrotal, avalia: tamanho testicular preciso, ecotextura (homogênea ou alterada), varicocele (com Doppler colorido), massas/cistos, microlitíase testicular. Ultrassonografia transretal: indicações: azoospermia obstrutiva suspeita, volume seminal muito baixo (< 1 ml), avalia: vesículas seminais (dilatadas em obstrução distal, ausentes em CBAVD), ejaculatórios (ductos ejaculatórios, cistos, obstruções). Ressonância magnética de sela túrcica: se prolactinoma suspeito (prolactina muito elevada > 100-200 ng/ml). Biópsia testicular (indicações específicas) — não é diagnóstica de rotina (espermograma + FSH geralmente suficientes), indicações: azoospermia não-obstrutiva + FSH normal/levemente elevado (diferenciar falência completa de espermatogênese focal — pode ter espermatozoides recuperáveis), imediatamente antes de ICSI (micro-TESE: microdissecção testicular para recuperação espermática), avalia: presença de espermatogênese, maturação espermática (parada em que fase?), tipos: biópsia aberta (mais comum), micro-TESE (microscópica, identifica túbulos com espermatogênese preservada). Testes funcionais (raramente realizados, pesquisa) — teste de capacitação espermática, teste de ligação à zona pelúcida, teste de reação acrossômica, teste de penetração de oócitos, geralmente não alteram conduta clínica. Investigação da parceira (paralela) — avaliação de infertilidade SEMPRE envolve o casal, investigação feminina simultânea: história menstrual/ginecológica, exame ginecológico, ultrassom pélvico, dosagens hormonais femininas (FSH, estradiol, AMH — reserva ovariana), histerossalpingografia (avalia trompas — permeabilidade), muitos casos: infertilidade mista (fatores masculinos + femininos). Quando exames especializados são desnecessários — maioria dos casos: história + exame físico + espermograma + hormônios básicos (se indicado) são suficientes, testes genéticos/biópsia reservados para situações específicas (azoospermia, oligozoospermia severa), evitar testes excessivos/desnecessários (custo, ansiedade). O Dr. Umberto Amsei realiza investigação sistemática e racional da infertilidade masculina, solicitando exames essenciais (espermograma, hormônios quando apropriado), evitando testes desnecessários, reservando investigação genética/especializada para situações específicas, sempre coordenando com avaliação ginecológica da parceira.

O que é espermograma e como interpretar?

O espermograma (análise seminal) é o exame laboratorial fundamental na avaliação da infertilidade masculina, consistindo na análise macroscópica (volume, cor, pH, viscosidade, liquefação) e microscópica (concentração, motilidade, morfologia, vitalidade, leucócitos) do sêmen coletado por masturbação após 2 a 5 dias de abstinência, sendo interpretado conforme critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece valores de referência para normalidade.

Aspectos fundamentais do espermograma: Coleta apropriada (essencial para resultado confiável) — abstinência sexual: ideal 2-5 dias (2-7 dias aceitável), abstinência < 2 dias: pode reduzir volume/concentração, abstinência > 7 dias: pode reduzir motilidade, aumentar formas anormais. Método de coleta: masturbação (padrão-ouro), coletar em frasco estéril fornecido pelo laboratório, coletar TODO o ejaculado (perda de primeira fração prejudica análise), local: preferencialmente no laboratório (ambiente apropriado), se em casa: transportar em < 30-60 minutos, manter temperatura corporal (embaixo do braço, próximo ao corpo). Condições: não usar lubrificantes (espermicidas), não usar preservativos (látex tóxico para espermatozoides), não coito interrompido (pH vaginal afeta). Análise no laboratório: idealmente < 1 hora após coleta, avaliar após liquefação (15-60 minutos). Valores de referência OMS 2010 (5º percentil - limite inferior do normal) — parâmetros macroscópicos: volume: ≥ 1,5 ml (normal 2-5 ml), pH: ≥ 7,2 (normal 7,2-8,0), liquefação: completa em 60 minutos, viscosidade: normal (não aumentada), cor: branco-acinzentada opalescente. Parâmetros microscópicos essenciais: concentração: ≥ 15 milhões/ml (normal 15-200+ milhões/ml), concentração total: ≥ 39 milhões por ejaculado. Motilidade: motilidade total (progressiva + não-progressiva): ≥ 40%, motilidade progressiva: ≥ 32%, avaliar 1 hora após coleta. Morfologia (critérios estritos de Kruger): formas normais: ≥ 4% (critério mais restritivo), avalia cabeça, peça intermediária, cauda. Vitalidade (espermatozoides vivos): ≥ 58% vivos. Leucócitos: < 1 milhão/ml (≥ 1 milhão = leucocitospermia, sugere infecção/inflamação). Aglutinação: ausente (presente pode sugerir anticorpos antiespermatozoides). Terminologia diagnósticanormozoospermia: todos os parâmetros normais (≥ valores de referência OMS). Oligozoospermia: concentração reduzida (< 15 milhões/ml), leve: 10-15 milhões/ml, moderada: 5-10 milhões/ml, severa: < 5 milhões/ml. Astenozoospermia: motilidade progressiva reduzida (< 32%). Teratozoospermia: morfologia anormal (< 4% formas normais). Oligoastenoteratozoospermia (OAT): combinação dos três (concentração + motilidade + morfologia alteradas), comum em varicocele, infecções, causas idiopáticas. Azoospermia: ausência completa de espermatozoides no ejaculado, obstrut iva: produção testicular normal mas bloqueio de ductos (FSH normal, volume testicular normal), não-obstrutiva: falha de produção testicular (FSH geralmente elevado, testículos pequenos). Criptozoospermia: espermatozoides raríssimos (< 1 milhão/ml), só encontrados após centrifugação. Aspermia: ausência de ejaculado (volume zero), ejaculação retrógrada, obstrução completa, agenesia de vesículas seminais. Hipospermia: volume < 1,5 ml. Necrozoospermia: espermatozoides mortos (vitalidade < 58%). Leucocitospermia: leucócitos > 1 milhão/ml (infecção/inflamação). Interpretação clínicaespermograma isolado não define fertilidade: valores baixos não significam infertilidade absoluta (gravidezes podem ocorrer com parâmetros abaixo do normal), valores normais não garantem fertilidade (outros fatores: oócito, trompas, útero, timing), é ferramenta de triagem e prognóstico. Variabilidade: espermatogênese é processo contínuo com flutuações, fatores temporários afetam resultado (febre, estresse, álcool), por isso: sempre repetir espermograma alterado (pelo menos 2 amostras com 1-3 meses de intervalo). Correlação clínica: espermograma deve ser interpretado no contexto clínico (história, exame físico, hormônios), não isoladamente. Quando repetir espermograma — sempre repetir após 1-3 meses se primeira análise alterada (confirmar alterações), após tratamentos (varicocelectomia, antibióticos): reavaliar 3-6 meses depois (espermatogênese demora ~74 dias), monitoramento de tratamento (antioxidantes, hormônios): 3-6 meses. Testes adicionais no sêmen (ocasionalmente) — cultura de sêmen: se leucocitospermia (identificar bactérias). Teste de anticorpos antiespermatozoides: se aglutinação importante, história de trauma/cirurgia/infecção, método: MAR test (mixed antiglobulin reaction) ou Immunobead test, > 50% espermatozoides com anticorpos: significativo. Testes de estresse oxidativo: medida de radicais livres reativos de oxigênio (ROS), fragmentação do DNA espermático (controverso). Análise de fragmentação do DNA: TUNEL, SCSA (sperm chromatin structure assay), controverso: utilidade clínica debatida. Limitações do espermograma — não avalia função espermática completa (capacitação, reação acrossômica, ligação/penetração oócito), não prediz com 100% de certeza capacidade de fertilização, tempo de gravidez varia mesmo com espermograma normal, mas: é melhor ferramenta de triagem disponível, fundamental na investigação inicial. Espermograma normal não exclui infertilidade masculina — 10-15% de homens inférteis têm espermograma normal, pode haver: disfunção espermática não detectada (DNA fragmentado, capacitação deficiente), fatores genéticos sutis, fatores imunológicos, nestes casos: infertilidade é feminina ou combinada ou "inexplicada". O Dr. Umberto Amsei solicita e interpreta espermogramas criteriosamente, orienta sobre coleta apropriada, explica resultados de forma compreensível, sempre repete exames alterados para confirmação, integra achados do espermograma com história clínica e exame físico, e orienta sobre próximos passos conforme resultados.

Qual o tratamento para infertilidade masculina?

O tratamento da infertilidade masculina é individualizado conforme a causa identificada, incluindo correção cirúrgica de varicocele, tratamento de infecções, reposição hormonal quando apropriado, modificações de estilo de vida, medicações empíricas (antioxidantes), reversão de vasectomia, recuperação cirúrgica de espermatozoides (micro-TESE) em azoospermia não-obstrutiva e, quando tratamentos falham, técnicas de reprodução assistida (inseminação intrauterina, fertilização in vitro com ICSI).

O manejo da infertilidade masculina segue abordagem direcionada à causa: Modificações de estilo de vida (primeira linha para todos) — cessação de tabagismo: melhora qualidade espermática em 3-6 meses. Moderação de álcool: reduzir consumo excessivo. Evitar drogas ilícitas: maconha, cocaína, esteroides anabolizantes (suspensão pode levar 6-12+ meses para recuperação). Perda de peso: em obesos (IMC > 30), perda de 5-10% melhora parâmetros espermáticos. Atividade física regular: moderada (não excessiva/extenuante). Redução de estresse: técnicas de relaxamento, mindfulness. Evitar calor excessivo escrotal: banhos quentes prolongados, saunas frequentes, laptop no colo, roupa íntima muito apertada. Dieta saudável: rica em antioxidantes (frutas, vegetais, nozes), ômega-3. Suplementação com antioxidantes: vitaminas C, E, coenzima Q10, selênio, zinco, ácido fólico, L-carnitina, evidência moderada de melhora em alguns estudos, geralmente bem tolerados, uso por 3-6 meses. Tratamento cirúrgico — Varicocelectomia — indicações: varicocele palpável (grau II-III) + espermograma alterado + infertilidade, varicocele + dor testicular significativa, varicocele em adolescentes com assimetria testicular (testículo afetado menor). Técnicas: varicocelectomia microcirúrgica subinguinal (padrão-ouro): menor taxa de recorrência (1-2%), menor taxa de complicações (hidrocele < 1%), laparoscópica: alternativa, varicocelectomia inguinal ou retroperitoneal. Eficácia: melhora de parâmetros espermáticos em 60-70%, taxa de gravidez natural: 30-50% em 1-2 anos pós-cirurgia (vs 10-25% sem cirurgia), maiores benefícios em: oligozoospermia leve-moderada, jovens, varicocele graus II-III. Tempo: reavaliar espermograma 3-6 meses pós-cirurgia (espermatogênese demora). Reversão de vasectomia (vasovasostomia/vasoepididimostomia) — indicações: desejo de paternidade após vasectomia prévia. Técnicas: microcirúrgica (microscópio operatório), vasovasostomia: reconexão ducto-ducto (técnica mais comum), vasoepididimostomia: conexão ducto-epidídimo (se obstrução epididimal). Fatores prognósticos: tempo desde vasectomia (< 10 anos: melhor, > 15 anos: pior), presença de espermatozoides no líquido do ducto durante cirurgia, experiência do cirurgião. Taxa de sucesso: permeabilidade (espermatozoides no ejaculado): 85-95% se < 10 anos, 70-80% se > 10 anos, taxa de gravidez: 50-70% se < 10 anos, 30-45% se > 10 anos. Alternativa: recuperação espermática + FIV/ICSI (se reversão falhar ou não for apropriada). Correção de obstruções — reconstrução microcirúrgica de ductos (epididimários, deferentes), punção epididimária ou testicular (PESA, TESA) para recuperar espermatozoides + ICSI. Tratamento hormonal (indicações específicas) — hipogonadismo hipogonadotrófico: gonadotrofinas (hCG + FSH recombinante), ou pulsatilidade de GnRH (bomba - rara), estimula espermatogênese, tratamento por 6-18+ meses, taxa de sucesso: 50-70% alcançam espermatozoides no ejaculado. Hiperprolactinemia: agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina), normaliza prolactina → restaura eixo HPT. Hipotireoidismo: levotiroxina. Citrato de clomifeno (uso off-label): estimula FSH/LH endógenos (bloqueio de feedback negativo de estrogênio), usado empiricamente em oligozoospermia idiopática com testosterona normal-baixa, dose: 25-50 mg 3x/semana ou dia alternado, evidência de eficácia: limitada/controversa, pode melhorar parâmetros em alguns casos. Importante: reposição de testosterona exógena é CONTRAINDICADA para fertilidade (suprime espermatogênese), uso apenas em hipogonadismo SEM desejo de fertilidade. Tratamento de infecçõesprostatite/epididimite bacteriana: antibióticos conforme cultura/sensibilidade, doxiciclina, fluoroquinolonas (ciprofloxacino, levofloxacino), duração: 4-6 semanas em prostatite crônica. Leucocitospermia: anti-inflamatórios, antioxidantes, antibióticos empíricos se suspeita infecção. Eficácia: melhora em 20-40% dos casos. Tratamento empírico (infertilidade idiopática) — quando nenhuma causa identificável: antioxidantes (conforme acima), suplementação nutricional, modificações de estilo de vida, pentoxifilina (melhora motilidade? - evidência fraca), kalicreína, L-carnitina, coenzima Q10, evidência de eficácia: geralmente fraca/limitada, mas baixo risco, custo-benefício razoável enquanto aguarda concepção natural ou preparação para reprodução assistida. Recuperação cirúrgica de espermatozoides (azoospermia não-obstrutiva) — micro-TESE (microdissecção testicular para extração de espermatozoides): indicação: azoospermia não-obstrutiva (falência espermatogênica), técnica: microcirúrgica, identifica túbulos seminíferos com espermatogênese preservada (são mais dilatados/opacos), biópsia seletiva desses túbulos, procura espermatozoides. Taxa de sucesso: 40-60% (encontra espermatozoides em 40-60% dos casos), varia conforme causa: Klinefelter: 50%, pós-quimio: 20-30%, idiopática: 50-60%. Se espermatozoides encontrados: criopreservação + FIV com ICSI posteriormente. PESA/TESA (punção epididimária/testicular): em azoospermia obstrutiva, aspiração percutânea de espermatozoides do epidídimo ou testículo, taxa de sucesso: > 90% (produção normal, apenas bloqueio). Técnicas de reprodução assistida (quando tratamentos falham ou não são aplicáveis) — inseminação intrauterina (IIU): indicações: oligozoospermia leve (concentração total > 5-10 milhões), astenozoospermia leve-moderada, infertilidade inexplicada, técnica: sêmen preparado (lavagem, concentração de espermatozoides móveis), inseminação no útero durante ovulação (natural ou estimulada), taxa de sucesso: 10-15% por ciclo, 3-6 ciclos geralmente tentados. Fertilização in vitro (FIV): indicações: oligozoospermia moderada, falha de IIU, fatores femininos associados, técnica: estimulação ovariana, coleta de óvulos, fertilização in vitro (óvulos + espermatozoides em laboratório), transferência de embriões, taxa de sucesso: 30-40% por ciclo (varia com idade feminina). FIV com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides): indicação: oligozoospermia severa (< 5 milhões/ml), astenozoospermia severa, teratozoospermia severa, azoospermia (com espermatozoides recuperados cirurgicamente), falha de fertilização em FIV convencional, técnica: injeção direta de espermatozoide único em cada óvulo, revolucionou tratamento de infertilidade masculina severa, taxa de sucesso: 30-50% por ciclo (similar a FIV convencional, não depende tanto de qualidade espermática). Doação de espermatozoides: opção quando: azoospermia não-obstrutiva sem espermatozoides recuperáveis (micro-TESE falhou), doenças genéticas graves (Klinefelter com micro-TESE falho, translocações graves), decisão do casal após discussão extensa. Abordagem por gravidadeoligozoospermia leve-moderada (5-15 milhões/ml): correção de varicocele se presente, modificações de estilo de vida, antioxidantes, tentativa natural por 6-12 meses, se falhar: IIU ou FIV. Oligozoospermia severa (< 5 milhões/ml): FIV com ICSI (geralmente primeira linha), correção de varicocele se presente (pode melhorar contagens). Azoospermia obstrutiva: correção cirúrgica (reversão de vasectomia, reconstrução), ou recuperação espermática (PESA/TESA) + ICSI. Azoospermia não-obstrutiva: micro-TESE + ICSI (se espermatozoides encontrados), tratamento hormonal se hipogonadismo hipogonadotrófico (hCG/FSH), doação de espermatozoides se micro-TESE falhar. Aconselhamento genético — essencial em: anomalias cromossômicas (Klinefelter, translocações), microdeleções do Y, mutações CFTR, ICSI com espermatozoides recuperados (algumas condições passam para filhos homens), discussão de riscos, opções (diagnóstico genético pré-implantacional - PGD). Apoio psicológico — infertilidade causa estresse emocional significativo: ansiedade, depressão, culpa, tensão conjugal, oferecer: suporte emocional, encaminhamento para psicólogo/terapeuta especializado em infertilidade, grupos de apoio, terapia de casal se necessário. O Dr. Umberto Amsei desenvolve plano terapêutico individualizado para infertilidade masculina baseado em causas identificadas, gravidade e preferências do casal, realiza procedimentos cirúrgicos quando indicados (varicocelectomia, reversão de vasectomia, micro-TESE), coordena com especialistas em reprodução assistida quando apropriado e oferece suporte compassivo durante todo o processo, reconhecendo a carga emocional da infertilidade.

O que é varicocele e como afeta a fertilidade?

A varicocele é a dilatação anormal das veias do plexo pampiniforme no cordão espermático, semelhante a varizes nas pernas, sendo a causa mais comum de infertilidade masculina corrigível, presente em 15% da população masculina geral e em 35-40% dos homens inférteis, afetando a qualidade espermática através de mecanismos como aumento da temperatura escrotal, refluxo de metabólitos tóxicos e estresse oxidativo.

Aspectos fundamentais da varicocele: Anatomia e fisiopatologia — plexo pampiniforme: rede de veias ao redor do cordão espermático que drena testículo, em varicocele: dilatação/tortuosidade dessas veias (> 3 mm), mais comum no lado esquerdo (85%) por razões anatômicas: veia espermática esquerda drena em ângulo reto na veia renal (maior pressão hidrostática), veia espermática direita drena em ângulo agudo na veia cava inferior (menor pressão), varicocele bilateral: 15%, varicocele isolada direita: rara (< 1%, deve investigar massa retroperitoneal/renal comprimindo veia cava). Mecanismos de dano à fertilidadeaumento de temperatura escrotal: veias dilatadas com sangue quente aumentam temperatura testicular, espermatogênese ideal requer 2-4°C abaixo da temperatura corporal, aumento de 1-2°C já prejudica produção espermática. Refluxo de metabólitos tóxicos: refluxo venoso traz metabólitos das veias renais/adrenais (catecolaminas, prostaglandinas), toxicidade direta aos testículos. Hipóxia testicular: circulação venosa comprometida → menor oxigenação. Estresse oxidativo: aumento de radicais livres reativos de oxigênio (ROS), dano ao DNA espermático. Alterações hormonais: possível disfunção de células de Leydig (produzem testosterona). Classificação clínicagrau I: palpável apenas durante Valsalva (aumento de pressão abdominal), grau II: palpável em repouso sem Valsalva, grau III: visível através da pele escrotal ("saco de vermes"), importância: geralmente apenas graus II-III têm impacto clínico significativo e indicação cirúrgica. Classificação ultrassonográfica: refluxo venoso ao Doppler durante Valsalva, varicocele subclínica: detectável apenas por ultrassom, não palpável, significado clínico controverso (geralmente não opera). Diagnóstico — exame físico: palpação em pé + Valsalva, sensação de "saco de vermes", veias dilatadas tortuosas, pode haver assimetria testicular (testículo afetado menor), ultrassom Doppler escrotal: confirma diagnóstico, avalia grau, mede tamanho testicular, identifica varicocele subclínica. Impacto na fertilidadealterações no espermograma: oligozoospermia (concentração reduzida), astenozoospermia (motilidade reduzida), teratozoospermia (morfologia anormal), padrão típico: oligoastenoteratozoospermia (OAT) - todos três alterados, piora progressiva com tempo (varicocele não tratada). Prevalência: 15% de homens em geral têm varicocele, 35-40% de homens com infertilidade primária têm varicocele, 70-80% de homens com infertilidade secundária (tiveram filhos antes, agora não conseguem) têm varicocele, sugere dano progressivo ao longo do tempo. Indicações de tratamento (varicocelectomia) — varicocele palpável (grau II-III) + espermograma alterado + infertilidade (tentativa > 12 meses), varicocele + dor testicular significativa refratária a tratamento conservador, varicocele em adolescentes com: assimetria testicular (testículo afetado ≥ 20% menor), espermograma alterado (em adolescentes mais velhos > 16-18 anos). Não indicado: varicocele palpável + espermograma normal + fertilidade comprovada (assintomático), varicocele subclínica (só ao ultrassom, não palpável) - controverso, geralmente não opera. Tratamento cirúrgico — Varicocelectomiatécnica microcirúrgica subinguinal (padrão-ouro): incisão pequena na região inguinal baixa, uso de microscópio operatório, ligadura de veias dilatadas preservando artéria testicular e linfáticos, vantagens: menor taxa de recorrência (1-2%), menor taxa de hidrocele pós-operatória (< 1%), menor tempo de recuperação. Outras técnicas: laparoscópica (alternativa, mais utilizada em bilateral), inguinal aberta (sem microscópio - maiores taxas de complicações), retroperitoneal alta (antiga, não recomendada - alta recorrência). Embolização percutânea: radiologia intervencionista, cateter pela veia femoral até veias espermáticas, oclusão com molas/esclerosantes, vantagens: minimamente invasiva, sem incisão, desvantagens: taxa de recorrência maior (10-15%), não amplamente disponível. Anestesia: geral ou raquianestesia, duração: 45-90 minutos, internação: ambulatorial ou 24 horas, retorno: atividades leves 3-7 dias, atividades completas/esportes 2-3 semanas. Complicações (raras com técnica microcirúrgica): recorrência (1-2%), hidrocele (acúmulo de líquido - < 1% com microscópio, 5-10% sem), atrofia testicular (< 1%), infecção/hematoma (< 1%). Resultados pós-varicocelectomiamelhora de espermograma: 60-70% dos homens apresentam melhora em parâmetros espermáticos, tempo: reavaliar 3-6 meses pós-cirurgia (espermatogênese demora ~74 dias), melhora típica: aumento de concentração em 50-100%, melhora de motilidade/morfologia. Taxa de gravidez natural: 30-50% dos casais conseguem gravidez natural dentro de 1-2 anos pós-cirurgia, vs 10-25% sem cirurgia (observação), maiores benefícios: oligozoospermia leve-moderada (vs severa), homens jovens (< 35 anos), varicocele graus II-III (vs grau I), testículos de tamanho normal. Meta-análises: cirurgia melhora qualidade espermática (evidência forte), cirurgia aumenta taxa de gravidez natural (evidência moderada), custo-efetividade: varicocelectomia é custo-efetiva comparada a ir diretamente para FIV/ICSI em casais apropriados. Varicocele e reprodução assistida — mesmo se casal for para FIV/ICSI, correção de varicocele pode: melhorar qualidade espermática para coleta, aumentar taxas de sucesso de FIV/ICSI, alguns especialistas recomendam varicocelectomia antes de reprodução assistida em varicoceles significativas. Varicocele bilateral — 15% dos casos, geralmente assimétrica (esquerda maior que direita), indicação: tratar ambos os lados (ligadura bilateral), pode fazer simultaneamente (mesma cirurgia). Varicocele recorrente — 5-15% (varia com técnica, < 2% com microcirúrgica), causas: ligadura incompleta (veias colaterais não identificadas), repermeabilização venosa, tratamento: reoperação (mais difícil), ou embolização. Varicocele e dor testicular — 10-15% de homens com varicocele têm dor testicular, dor tipo "peso", piora ao final do dia ou após atividade, melhora ao deitar, indicação cirúrgica: dor significativa refratária a tratamento conservador (suporte escrotal, analgésicos), melhora da dor: 70-90% após cirurgia. Varicocele em adolescentes — presente em 10-15% de adolescentes, maioria assintomática, indicações de tratamento: assimetria testicular (testículo esquerdo ≥ 20% menor que direito), espermograma alterado (em adolescentes mais velhos ≥ 16-18 anos capazes de coletar), dor testicular significativa, sem indicação: varicocele sem assimetria/sintomas em adolescentes (observação), reavaluações periódicas (anualmente) até final da adolescência. O Dr. Umberto Amsei avalia cuidadosamente a presença e gravidade de varicocele em todos os homens com infertilidade, indica tratamento cirúrgico quando apropriado, realiza varicocelectomia microcirúrgica com excelentes resultados e baixas taxas de complicações, e acompanha pacientes pós-operatoriamente para avaliar melhora espermática e fertilidade.

Quando procurar um urologista para infertilidade masculina?

Recomenda-se procurar avaliação especializada com urologista sempre que um casal não conseguir gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem contracepção (ou 6 meses se mulher > 35 anos), quando há fatores de risco masculinos conhecidos (criptorquidia prévia, varicocele, infecções, uso de esteroides anabolizantes, tratamentos oncológicos), antes de iniciar técnicas de reprodução assistida, ou quando há disfunção sexual que prejudica concepção.

As principais situações que indicam consulta com urologista incluem: Infertilidade conjugal — tentativas de concepção por ≥ 12 meses sem sucesso (relações regulares 2-3x/semana, sem contracepção), tentativas por ≥ 6 meses se mulher > 35 anos (fertilidade feminina declina com idade), avaliar casal como unidade: investigação masculina E feminina simultânea. História de fatores de risco masculinoscriptorquidia: testículos não descidos na infância (especialmente bilateral, tratada tardiamente ou não tratada), orquite pós-caxumba: parotidite viral na adolescência/adulto (pode causar atrofia testicular), cirurgias inguinais/escrotais: hérnias bilaterais, hidrocele, torção testicular, varicocele conhecida: veias dilatadas no escroto (palpável), infecções genitourinárias: ISTs (clamídia, gonorreia), epididimites, prostatites recorrentes, trauma testicular significativo. Uso de medicações/substâncias que afetam fertilidadeesteroides anabolizantes: uso atual ou pregresso (suprimem espermatogênese), quimioterapia/radioterapia: tratamentos oncológicos prévios, medicações: sulfasalazina, alguns antidepressivos/antipsicóticos, opioides crônicos, drogas ilícitas: maconha, cocaína (uso crônico). Disfunção sexual interferindo com concepçãodisfunção erétil: dificuldade de ereção impedindo relações, ejaculação precoce severa: ejaculação antes da penetração, anorgasmia/anejaculação: incapacidade de ejacular, disfunção libidinal: desejo sexual muito reduzido (possível hipogonadismo). Sintomas físicos sugestivos — massa ou nódulo testicular palpável, dor testicular persistente, testículos pequenos ou assimétricos, ausência de ductos deferentes palpáveis (CBAVD?), ginecomastia (aumento de mamas), sinais de hipogonadismo: redução de pelos faciais/corporais, perda de massa muscular, fadiga, redução de libido. Vasectomia prévia com desejo de nova paternidade — consulta para: avaliação de viabilidade de reversão (vasovasostomia), discussão de reversão vs recuperação espermática + ICSI, fatores prognósticos (tempo desde vasectomia, idade da parceira). Antes de iniciar reprodução assistida — muitos centros de reprodução assistida solicitam avaliação urológica antes de FIV/ICSI, identificar causas tratáveis que podem melhorar prognóstico (varicocele), otimizar qualidade espermática, planejamento de recuperação espermática se azoospermia. Infertilidade secundária — casal que já teve filhos (fertilidade prévia comprovada) mas agora não consegue nova gravidez após 12+ meses, pode indicar: piora progressiva (varicocele), nova condição (infecção, medicação), envelhecimento reprodutivo masculino. Abortos recorrentes (≥ 2-3) — embora abortos sejam primariamente causas femininas/embrionárias, investigar fator masculino: fragmentação de DNA espermático (controverso), translocações cromossômicas (cariótipo), qualidade espermática geral. Desejo de preservação de fertilidade — antes de tratamentos que ameaçam fertilidade: quimioterapia/radioterapia para câncer, cirurgias com risco de lesão testicular/nervos, uso de medicações gonadotóxicas, criopreservação de sêmen (banco de espermatozoides) antes de tratamento. Avaliação pré-concepcional — casais planejando gravidez, homem com fatores de risco (idade > 45 anos, doenças crônicas), otimização pré-concepcional (estilo de vida, suplementação). O que o urologista ofereceavaliação diagnóstica completa: história detalhada (médica, cirúrgica, sexual, ocupacional, medicações), exame físico urológico (testículos, varicocele, massas), solicitação e interpretação de espermograma, avaliação hormonal (testosterona, FSH, LH, prolactina), testes genéticos quando apropriados (cariótipo, microdeleções Y, CFTR), ultrassom escrotal se indicado. Identificação de causas tratáveis: varicocele (correção cirúrgica), infecções (antibióticos), deficiências hormonais (reposição), obstruções (correção ou recuperação espermática), fatores de estilo de vida modificáveis. Tratamentos especializados: varicocelectomia (cirurgia microcirúrgica), reversão de vasectomia, recuperação cirúrgica de espermatozoides (micro-TESE), prescrição de medicações (antioxidantes, hormônios), orientações sobre otimização de fertilidade. Coordenação com equipe de reprodução: trabalho conjunto com ginecologistas/especialistas em reprodução assistida, planejamento de FIV/ICSI quando apropriado, recuperação espermática para técnicas assistidas. Apoio ao casal: abordagem compassiva reconhecendo carga emocional, orientações realistas sobre prognóstico, suporte durante investigação e tratamento. Timing apropriado — não esperar anos sem investigação: 12 meses é tempo adequado para iniciar investigação (6 meses se mulher > 35 anos), infertilidade afeta 15% dos casais — é comum, não há vergonha em buscar ajuda, quanto mais cedo investigar, maior janela terapêutica (especialmente importante para idade feminina), não assumir que "problema é da mulher" — fator masculino está presente em 40-50% dos casos, avaliação masculina é simples e não-invasiva (história, exame, espermograma), mais simples que investigação feminina inicial. Investigação simultânea do casal — avaliar homem E mulher simultaneamente (não sequencialmente), muitos casos: infertilidade mista (fatores masculinos + femininos), abordagem de equipe: urologista + ginecologista/especialista reprodução, investigação masculina: rápida (2-3 consultas, espermograma), investigação feminina: pode ser mais longa/complexa. Mensagem fundamental: infertilidade é problema do CASAL, não "culpa" individual, fator masculino é muito comum (40-50% dos casos), muitas causas masculinas são tratáveis (varicocele, infecções, obstruções, hormônios), mesmo causas não-curáveis: técnicas de reprodução assistida (ICSI) permitem paternidade biológica na maioria dos casos, avaliação precoce maximiza opções terapêuticas, urologista especializado oferece avaliação compassiva e tratamentos baseados em evidências. O Dr. Umberto Amsei recebe casais para avaliação de infertilidade masculina, oferecendo consulta detalhada e sensível, investigação completa incluindo história, exame físico, espermograma e hormônios, identificação de causas tratáveis, realização de procedimentos cirúrgicos quando indicados (varicocelectomia, reversão de vasectomia, micro-TESE), prescrição de tratamentos clínicos apropriados, coordenação próxima com especialistas em reprodução assistida e acompanhamento compassivo durante toda jornada, trabalhando em parceria com o casal para maximizar chances de concepção.

Se você e sua parceira estão tentando ter um filho há mais de 12 meses sem sucesso, se você tem histórico de fatores de risco para infertilidade masculina (criptorquidia, varicocele, infecções, uso de esteroides, tratamentos oncológicos), ou se há disfunção sexual interferindo com a concepção, agende uma consulta com o Dr. Umberto Amsei em São Paulo. Com experiência em urologia e medicina reprodutiva masculina, o Dr. Umberto oferece avaliação completa e compassiva da infertilidade masculina, investigação abrangente incluindo história detalhada, exame físico especializado, espermograma interpretado criteriosamente, avaliação hormonal e testes genéticos quando apropriados, identificação e tratamento de causas corrigíveis (varicocelectomia microcirúrgica, tratamento de infecções, correção hormonal), realização de procedimentos especializados (reversão de vasectomia, micro-TESE para recuperação espermática), coordenação próxima com equipes de reprodução assistida e acompanhamento sensível durante todo o processo. Entre em contato e dê o primeiro passo para investigar e maximizar suas chances de paternidade — a avaliação é simples, muitas causas são tratáveis, e mesmo em situações desafiadoras, soluções estão disponíveis.

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